acredite, aposte, ria, imagine, sonhe, busque, chore, se doe, perdoe, ame, peça perdão, se atreva, arrisque, persiste, apaixone-se, estude, aproveite, dedique-se, ame, descabele-se, enlouqueça, extravase, grite, sussurre, cochiche, cante, dance, interprete, aceite, ceda, aprenda, entenda, não tente entender, apóie, alegre-se, viaje, conheça, quebre a rotina, surfe, nade, voe, silencie-se, pense, reflita, dê valor, não perca tempo, sorria, vá, volte, olhe, aprecie, faça planos, fuja, ouça, diga, gaste, compre, venda, delete, arquive, mude, desmascare-se, lembre-se, recorde, aproveite, não sofra, sorria, adore, queira, viva intensamente cada segundo, a vida é bela, não invente obstáculos e siga de cabeça erguida! VIVA!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Posso não saber o que quero, mais sei bem o que não quero!


Desde pequenos escutamos a mesma pergunta: “O que você quer ser quando crescer?”
Acontece que aos 5 anos, não é muito difícil responder esse pergunta... super herói, astronauta, modelo, atriz. Muitas são as respostas, todos sonhos de crianças.

Aos 10, nossas respostas são mais plausíveis... médico, professor, jogador de futebol, modelo, atriz. Ainda assim, têm-se tempo para pensar no que se realmente quer fazer da vida.

Aos 15, exigem de nós seriedade, nos perguntam o que queremos ser e esperam de nós uma boa resposta. Não um super-herói ou heroína como há 10 anos, e sim, algo realmente passível de faculdade. Engenheiro, jornalista, médico, advogado, arquiteto, farmacêutico.

Mas e quando não sabemos que queremos?! Digo, queremos fazer muitas coisas, em cursos e áreas completamente opostos. O que realmente queremos, o que querem pra nós e o que a mídia quer de nós.

Quando criança, costumava dizer que seria jornalista, escritora... ganhei uma máquina de escrever de brinquedo, e depois uma de verdade. Escrevia a todo tempo, histórias inventadas, histórias reais... levei isso, até a adolescência, que quando chegou, me trouxe certos conflitos, e um deles era, a escolha profissional.

Decidi fazer publicidade, e então me disseram que o mercado de trabalho estava saturado de profissionais. Levei mais um pouco... e então, me deixei seduzir pela carreiras do dinheiro, aquelas com as quais, depois de formada, conseguiria um excelente emprego, e uma excelente remuneração. Mas só, e depois, daqui 20 ou 30 anos, só o dinheiro me bastaria? E a felicidade de estar realizada pessoalmente? Enquanto isso, eu continuava a escrever... crônicas, histórias, ‘reportagens’, desabafos. Pensei também na mais bela das profissões, a medicina, eu seria cardiologista, com certeza, sempre tive vontade de abrir o peito de alguém e ver o coração bater, um transplante talvez. Poderia também salvar vidas, e levar assistência médica para os que dela necessitam. Mas e o eterno sonho de casar, ter filhos e vê-los crescer, estar presente? A medicina me tiraria isso, opção de vida e não de carreira. Deixo-a para os verdadeiros vocacionados e chamados para tal profissão.

E embora muitas profissões me atraíssem, fossem pelo dinheiro ou pelo prestigio, nenhuma delas me satisfazia plenamente. E sem muito saber o que fazer, ou pra onde me inscrever, resolvi parar, e pedir, pra Aquele que tudo sabe, uma luz, pra guiar o meu caminho. Uma luz que me fizesse escolher entre continuar na farmácia (algo que eu gosto, não nego, mas que não me vejo exercendo), ou mudar tudo e tentar algo que realmente vá me fazer feliz.

Ainda não escolhi um curso, mas sei de uma coisa, quero lidar com pessoas e continuar escrevendo, nem que seja como hobby.