acredite, aposte, ria, imagine, sonhe, busque, chore, se doe, perdoe, ame, peça perdão, se atreva, arrisque, persiste, apaixone-se, estude, aproveite, dedique-se, ame, descabele-se, enlouqueça, extravase, grite, sussurre, cochiche, cante, dance, interprete, aceite, ceda, aprenda, entenda, não tente entender, apóie, alegre-se, viaje, conheça, quebre a rotina, surfe, nade, voe, silencie-se, pense, reflita, dê valor, não perca tempo, sorria, vá, volte, olhe, aprecie, faça planos, fuja, ouça, diga, gaste, compre, venda, delete, arquive, mude, desmascare-se, lembre-se, recorde, aproveite, não sofra, sorria, adore, queira, viva intensamente cada segundo, a vida é bela, não invente obstáculos e siga de cabeça erguida! VIVA!

sábado, 20 de março de 2010

mais uma noite de sabádo...

(...) era só mais um dia a noite, certo?! Não, naquele dia ela estava irritada demais pra qualquer coisa. Seria só mais uma reunião daquele grupo, aquele mesmo grupo de sempre, de todos os dias, de todos os finais de semana, de todas as baladas, mas naquela reunião ela não deveria ter ido. Ela sabia que não seria bom, mas mesmo assim, sempre muito certinha com seus compromissos Lana estava lá, no horário, sempre pontual... não deu muita atenção aos que mexeram com ela, já sentiu o clima de stress no ar.
Mas aquele dia, não era o melhor dia pra discutirem com Lana... primeiro veio sua melhor amiga, aquela mesma Laís de sempre, com o mesmo papinho de sempre:
Lali: Lanaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Que saudade que eu tava de você! (com aquele mesmo sorriso aberto e os braços abertos como quem esperava um abraço)
Lana: Oi Lali (simples e seca), quanto tempo! (simples e seca, de novo!)
Lali: você anda tão sumida, como tá a vida?!
Lana: não tão boa quanto a sua, cheia de festas e badalação... to estudando muito né!
(pausa dramática), peraí Lali, já falo com você!
E então ela simplesmente virou as costas, sem nem querer saber o que sua amiga ficou pensando, Lana não estava muito preocupada com o que a cabeça de vento da Laís ia ficar pensando, estava mais preocupada em saber porque ela ainda estava ali, estressada como ela só, achou melhor ficar sentada num canto, sem interferir muito nas opniões e ordens... “Muito cacique pra pouco índio” pensou ela.
-“Ufa, terminou!” – disse Lana, num tom não muito baixo, sendo escutada por Mariana, uma menina que sempre sentiu um carinho muito grande por Lana, mas elas nunca foram muito amigas, ma a Mari sempre foi daquelas amigas que você não convive muito, mas que quando convive sabe que é verdadeiro, e naquela reunião seria ela que ia conseguir mudar o humor de Lana, pra melhor, com certeza! Quem geralmente conseguia isso, era seu melhor amigo, Eduardo; o Dú era o tipo de cara ideal, um melhor amigo e tanto, Lana não o trocava por nada, e já era incapaz de se imaginar longe dele. Mas talvez aquele dia não era o melhor dia pra aqueles melhores amigos, Lana viu que Eduardo estava tão irritado quanto ela assim que olhou pra ele.
Mas como sempre é só o Eduardo que consegue entender a Lana plenamente, e naquela noite, sob aquela garoa, naquela carona pra casa, Lana percebeu o quanto aquilo era recíproco, bastavam alguns minutos de conversa e uma boa e velha música pra tudo ficar, não por completo, mas de certa forma, melhor!
E naquela noite, depois de um carinho de Mari, conversas com o Dú, e um abraço de mãe, Lana não ficou tranqüila por completo, mas com certeza dormiria mais calma... e o dia seguinte, ah, o dia seguinte era o dia seguinte! Mais um dia, um novo dia, pra fazer as coisas melhores!


Trecho de "Delirios, paixões e confusões" de Rafaela Cotrim

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