acredite, aposte, ria, imagine, sonhe, busque, chore, se doe, perdoe, ame, peça perdão, se atreva, arrisque, persiste, apaixone-se, estude, aproveite, dedique-se, ame, descabele-se, enlouqueça, extravase, grite, sussurre, cochiche, cante, dance, interprete, aceite, ceda, aprenda, entenda, não tente entender, apóie, alegre-se, viaje, conheça, quebre a rotina, surfe, nade, voe, silencie-se, pense, reflita, dê valor, não perca tempo, sorria, vá, volte, olhe, aprecie, faça planos, fuja, ouça, diga, gaste, compre, venda, delete, arquive, mude, desmascare-se, lembre-se, recorde, aproveite, não sofra, sorria, adore, queira, viva intensamente cada segundo, a vida é bela, não invente obstáculos e siga de cabeça erguida! VIVA!

sábado, 17 de setembro de 2011

Adeus farmácia, olá Publicidade!

É com muita alegria, que tomei a mais nova decisão da minha vida: largar o curso de FARMÁCIA! Confesso que demorei muito pra chegar a essa decisão... tive de pesar muito prós e contras, aceitar que eu não gostei daquilo, e abrir mão de algumas coisas.
Mas hoje, me sinto mais leve e mais feliz!

Sempre, em toda a minha vida, quis a área de humanas, publicidade... conforme o tempo foi passando, e fui conhecendo mais o mercado de trabalho, pude notar que a área estava saturada de profissionais, então, resolvi partir pra uma área onde eu pudesse fazer algo que eu gostasse, tivesse um bom campo de trabalho e uma remuneração a curto prazo. Mas gostar, não é amar... e se eu fizer um curso que eu apenas goste, daqui 5 ou 10 anos, vou estar totalmente vazia e infeliz no que faço, pois não vou ter aquele amor, aquele tesão pelo que faço. Sim, é um curso extremamente fascinante, cheio de coisas maravilhosas, adoro a parte biológica do curso, não nego, mas as químicas me quebram as pernas, e isso me deixa muito mal.
Então, comecei a perceber que aquilo não me satisfazia por completo, não me via de branco, dentro de um laboratório industrial, ou de análises clinicas, ou qualquer outra coisa... mas me via criando, conversando, argumentando... então, depois de muito pensar, pesar todos os prós e contras de continuar ou não no curso, decidi: vou trancar a faculdade!

É engraçado quando conto as pessoas... muitas ficam espantadas, outras me desejam muito boa sorte, e ainda outras me acham uma patricinha metida e descabeçada por estar largando o melhor curso de farmácia do Brasil (faço/fazia Oswaldo Cruz - FOC), mas sinceramente não me importo com o que as pessoas.

Mas Rafa, e a área saturada de comunicação? Dane-se, pode ser dificil de entrar no mercado de trabalho, mas uma vez dentro, vou dar o meu melhor pra chegar onde eu quero, e ganhar o quanto eu quero. O caminho vai ser dificil?! Vai, eu sei... o retorno financeiro não vai ser tão rápido quanto seria se eu continuasse na farmácia?! Não, não vai... mas pelo menos, eu vou ser feliz, e fazendo o que eu gosto.


E uma coisa eu digo, se você não tem certeza de que curso deseja fazer, pare e pense! Nunca siga por impulso, ou pela vontade dos outros, e nunca tente realizar em você os sonhos das outras pessoas, ou sonhe os sonhos delas pra você (meu maior erro), seja sempre você, faça o que vc quer fazer, estude o que quer estudar e trabalhe com o que vc quer trabalhar. Dinheiro é importante sim, mas graças a Deus não é tudo... faça o que vc ama em primeiríssimo lugar!


E é isso, torçam por mim, porque alguns vestibulares me esperam! De novo! :)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Posso não saber o que quero, mais sei bem o que não quero!


Desde pequenos escutamos a mesma pergunta: “O que você quer ser quando crescer?”
Acontece que aos 5 anos, não é muito difícil responder esse pergunta... super herói, astronauta, modelo, atriz. Muitas são as respostas, todos sonhos de crianças.

Aos 10, nossas respostas são mais plausíveis... médico, professor, jogador de futebol, modelo, atriz. Ainda assim, têm-se tempo para pensar no que se realmente quer fazer da vida.

Aos 15, exigem de nós seriedade, nos perguntam o que queremos ser e esperam de nós uma boa resposta. Não um super-herói ou heroína como há 10 anos, e sim, algo realmente passível de faculdade. Engenheiro, jornalista, médico, advogado, arquiteto, farmacêutico.

Mas e quando não sabemos que queremos?! Digo, queremos fazer muitas coisas, em cursos e áreas completamente opostos. O que realmente queremos, o que querem pra nós e o que a mídia quer de nós.

Quando criança, costumava dizer que seria jornalista, escritora... ganhei uma máquina de escrever de brinquedo, e depois uma de verdade. Escrevia a todo tempo, histórias inventadas, histórias reais... levei isso, até a adolescência, que quando chegou, me trouxe certos conflitos, e um deles era, a escolha profissional.

Decidi fazer publicidade, e então me disseram que o mercado de trabalho estava saturado de profissionais. Levei mais um pouco... e então, me deixei seduzir pela carreiras do dinheiro, aquelas com as quais, depois de formada, conseguiria um excelente emprego, e uma excelente remuneração. Mas só, e depois, daqui 20 ou 30 anos, só o dinheiro me bastaria? E a felicidade de estar realizada pessoalmente? Enquanto isso, eu continuava a escrever... crônicas, histórias, ‘reportagens’, desabafos. Pensei também na mais bela das profissões, a medicina, eu seria cardiologista, com certeza, sempre tive vontade de abrir o peito de alguém e ver o coração bater, um transplante talvez. Poderia também salvar vidas, e levar assistência médica para os que dela necessitam. Mas e o eterno sonho de casar, ter filhos e vê-los crescer, estar presente? A medicina me tiraria isso, opção de vida e não de carreira. Deixo-a para os verdadeiros vocacionados e chamados para tal profissão.

E embora muitas profissões me atraíssem, fossem pelo dinheiro ou pelo prestigio, nenhuma delas me satisfazia plenamente. E sem muito saber o que fazer, ou pra onde me inscrever, resolvi parar, e pedir, pra Aquele que tudo sabe, uma luz, pra guiar o meu caminho. Uma luz que me fizesse escolher entre continuar na farmácia (algo que eu gosto, não nego, mas que não me vejo exercendo), ou mudar tudo e tentar algo que realmente vá me fazer feliz.

Ainda não escolhi um curso, mas sei de uma coisa, quero lidar com pessoas e continuar escrevendo, nem que seja como hobby.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Me reinventando!

Depois de um certo tempo, chega nas nossas vidas um momento em que devemos parar e pensar... em tudo que já foi feito, em tudo que é necessário fazer, do que precisamos nos desapegar, o que estamos precisando. Para uns esse momento vem cedo, para outros mais tarde... para uns por um motivo especifico, para outros simplesmente, nada em especial. Mas a verdade, é que tanto para uns, como para outros, esse momento vem única e exclusivamente para nos conhecermos melhor.

Alguns simplesmente deixam o momento passar... outros, com orações e profundos mergulhos dentro de si próprio acham a resposta... outros tantos ainda, enlouquecem e mudam completamente todo o rumo de suas vidas... e ainda há outros que fogem de tudo. Essa sou eu, a que foge de tudo... pois apesar desse momento vir para que nos conheçamos melhor, cada um tem o seu motivo para se conhecer melhor, cada um tem o porque dessa parada. E a minha escolha de fugir, tem tudo a ver com o motivo que me levou a fazer esse momento, essa reflexão.

Cheguei num ponto de mim mesma, que não sei o que quero, nem que caminho seguir, nem que escolha fazer... não sei se faço Farmácia ou Direito. Se procuro um namorado, ou se entro pra um convento. Se aceito que não és meu, ou se enlouqueço sem você ao lado meu. E por causa de tantas perguntas sem resposta, é que eu resolvo me desligar dessa ‘realidade’. Preciso de decidir que carreira escolher, humanas ou biológicas? Preciso me desligar de você, aceitar os nossos destinos e me permitir partir pra outra e ser feliz. Preciso conhecer um lugar novo, pessoas novas, mesmo que elas sejam somente por um dia... preciso sair da rotina, quebrar as regras. Estou sufocada dentro de mim mesma, dentro de uma mesma Rafaela que amadureceu tão rápido, mas que ainda se comporta como uma criança. Que tem medo do futuro... que tem medo de perder as pessoas amadas. Preciso me reinventar, me redescobrir... redescobrir a menina meiga do sorriso sempre aberto, a amiga de todas as horas, a destemida, a feliz. Preciso resgatar a antiga Rafaela, esteja ela onde estiver... trazê-la a tona novamente. Com as mudanças que toda mulher sofre, é claro, mas com a mesma essência de antes. Preciso lembrar de pensar em mim antes de tomar as minhas atitudes, e não nos outros.

Posso estar sendo egoísta, patricinha, nojenta, mal agradecida, sem fé... ou o nome que quiserem me dar. Mas eu preciso, preciso desse tempo. Não estou sendo mal agradecida, muito pelo contrário, agradeço porque tenho pais compreensivos e que podem me ajudar. Peço perdão a Deus, por não conseguir fazer tudo isso através da oração... não é que minha fé não consiga, porque minha fé crê no impossível. Crê na cura física da minha mãe, e na minha cura desse amor que me consome. Mas eu preciso...

Talvez seja o ‘empurrão’ que eu precise pra engrenar de vez na carreira dos meus sonhos... pra tomar juízo e cuidar de mim mesma... pra enxergar as coisas simples da vida. Talvez seja isso...

O meu destino?! Só Deus sabe... mas o meu passaporte pra felicidade e o redescobrimento, já estão validados.

O que essa história maluca vai dar?! Talvez no final do ano eu saiba...